Arquivos | Alimentos Orgânicos RSS feed for this section

O Poder dos Sucos Verdes

21 jul

Fonte: Revista Personare

Num mundo cheio de apelos comerciais, nada mais comum do que lançar moda. Porém, um tanto incomum, é o fato que, eventualmente, essas modas estão baseadas em estudos sérios e pesquisas científicas e trazem grandes e verdadeiros benefícios à saúde, de maneira rápida e prática. Esse é o caso dos sucos verdes. Frequentemente abordados pela mídia, esse tipo de bebida é feito a partir de alimentos crus, frutos secos e frescos, vegetais, sementes e grãos germinados, todos de origem orgânica.

O trabalho de conclusão de curso das naturólogas Beatriz Eksterman Mastroeni e Larissa Mazza Lepri Macedo Savazzoni tratou de forma científica o tema, relacionando-o a um incômodo também muito em pauta: a constipação, popularmente chamada de “intestino preso”. Na entrevista abaixo as naturólogas falam um pouco de seu trabalho e dos resultados apurados em sua pesquisa.

De onde surgiu o interesse de vocês pelo estudo científico do suco verde?

Especialistas: O nosso interesse teve início quando incorporamos a bebida em nosso dia-a-dia. A Beatriz teve a oportunidade de participar, em 2008, de um curso de Alimentação Viva com o Dr. Alberto Gonzalez, onde aprendeu uma receita de suco verde. A partir de então começamos a consumi-lo praticamente todos os dias em casa. Essa experiência trouxe ótimas mudanças em nós mesmas e em nossas famílias, tanto físicas como comportamentais. Foram essas observações que despertaram o interesse em estudar cientificamente os aspectos do suco verde em conjunto à proposta da Naturologia.

Por que vocês pensaram em usar o suco verde em relação à constipação?

Especialistas: Sempre fomos muito interessadas pela influência do trato gastrointestinal na saúde e já sabíamos que queríamos focar mais precisamente o intestino, bem como o suco verde. Acabamos concluindo que seria ideal a realização de um estudo sobre a constipação intestinal. Esse sintoma é frequente e prevalente em mulheres, potencialmente desencadeador de diversas patologias e capaz de apresentar melhoras a partir de medidas educacionais e hábitos alimentares.

Como foi realizado o estudo?

Especialistas: A pesquisa contou com 15 mulheres adultas (de 20 a 59 anos) selecionadas através dos Critérios de Avaliação ROMA II – instrumento usado para considerar a constipação intestinal. Em um restaurante localizado na praça de alimentação da universidade realizamos 18 encontros, três vezes por semana, no período da manhã, para o consumo do suco preparado por nós.

Era oferecida a cada participante uma porção de 250ml do Suco Verde Padronizado. O aspecto educacional e a abordagem naturológica foram aplicados por meio de uma palestra inicial explanatória sobre conceitos e noções relacionados à constipação intestinal e à saúde, além de “cartinhas educativas” distribuídas às voluntárias a partir da segunda semana de pesquisa.

O que foi mais surpreendente nos resultados que vocês encontraram?

Especialistas: Observamos melhoras muito positivas como: aumento na frequência de evacuações, 90% de melhora na consistência das fezes; diminuição da intensidade da constipação; e aumento do consumo de verduras e de alimentos integrais. Muitas voluntárias também relataram por depoimentos escritos, ao final da pesquisa, melhora em aspectos como humor, disposição e atenção. Além disso, mencionaram mais atenção em relação aos seus hábitos alimentares e intestinais, começaram a notar e respeitar seus próprios organismos e uma das participantes, em especial, que chegava a ficar até 15 dias sem evacuar, após a pesquisa melhorou sua frequência para 3 vezes por semana.

Quais as principais conclusões que vocês tiraram desse trabalho?

Especialistas: Observamos que o Suco Verde Padronizado contribuiu positivamente para a melhora da constipação funcional das voluntárias que participaram da pesquisa. Esse efeito justificou-se principalmente pelo teor de fibras do suco, que também se mostrou capaz de ajudar na introdução ou mesmo na readaptação de hábitos alimentares saudáveis – o que é fundamental para a reversão da constipação intestinal funcional. Apesar disso, entendemos que a abordagem Naturológica contribuiu, de forma fundamental, para a melhora observada, em função das medidas educacionais e da relação de troca estabelecida entre as pesquisadoras e as voluntárias.

No trabalho de vocês o suco foi usado como um fator de estímulo ao equilíbrio fisiológico. Mas o suco verde também pode ser usado como alimento?

Especialistas: Com certeza! O Suco Verde Padronizado é um alimento. Ele pode ser incorporado no dia-a-dia das pessoas e foi elaborado justamente para se tornar uma opção simples, acessível e prática de promover a saúde. Além de ser composto por ingredientes que, com exceção da maçã, são encontrados durante todo o ano. Isso facilita a escolha por alimentos orgânicos.

Como preparar uma receita simples e eficaz de suco verde para quem quer cuidar de sua saúde intestinal? E para uma refeição leve e nutritiva, de fácil digestão?

Especialistas: Para fazer o Suco Verde Padronizado, separe os seguintes ingredientes: 

  • suco de 2 laranjas peras
  • 2 folhas de alface (qualquer variedade)
  • 4 folhas de escarola,
  • 2 folhas de couve manteiga,
  • 1/2 cenoura com casca,
  • 1 maçã Fuji,
  • 1 colher de sopa de linhaça hidratada*

 *Hidratação: deixe a semente de linhaça de molho, em um recipiente de vidro, com água filtrada. O pote deve ficar tampado durante a noite (mais ou menos por oito horas), dentro da geladeira. Feito isto, despeje as sementes em uma peneira e lave-as em água corrente filtrada.

Como preparar: Coloque o suco de laranja no copo do liquidificador junto com os seguintes ingredientes: alface, escarola e couve. Com o auxílio da cenoura, bata todos estes ingredientes até formar uma substância homogênea. Após este processo, coe com o coador de voil. Transporte o líquido que foi coado de volta para o copo do liquidificador (previamente higienizado) e bata junto à maçã fuji picada e à semente de linhaça hidratada. Assim feito, beba o suco imediatamente! 

Obs.: Dê preferência aos ingredientes orgânicos. Em caso de não tê-los, utilize a cenoura sem casca.

Por Katia Leite - Naturóloga

Como diminuir os resíduos de agrotóxicos em sua alimentação

25 dez
  • Lave legumes, verduras e frutas em água corrente e depois coloque-os em uma solução de água e vinagre. Deixe-os de molho de 15 a 20 minutos e enxague-os cuidadosamente.
  • Em alguns casos, frutas e legumes podem receber uma camada de cera para que não percam a umidade e murchem. Esta cera também contém substâncias fungicidas e bactericidas para evitar o aparecimento fungos e de bactérias. Para eliminá-la, sempre que possível, descasque legumes e frutas, como maça e pêssego. Você perderá algumas vitaminas contidas na casca, mas em compensação terá uma alimentação mais segura.
  • Tire as folhas externas das verduras, pois elas concentram mais agrotóxicos.
  • Procure usar sempre legumes, verduras e frutas da época. Para estimular a produção agrícola fora da temporada é necessário usar mais agrotóxicos.
  • Legumes muito grandes, produzidos convencionalmente, podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais.
  • Dê preferência aos produtos nacionais, ao invés dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas como aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo.
  • Resíduos de pesticidas e outros produtos químicos tendem a se concentrar nos tecidos gordurosos dos animais. Diminuir seu consumo reduz a ingestão de agrotóxicos. Ao preparar qualquer vaca, carne, frango, porco, etc. procure retirar toda a gordura e pele.
  • No Brasil, dentre os produtos agrícolas que mais recebem agrotóxicos, segunda a ANVISA, destacam-se o pimentão, morango, uva, tomate, cenoura e alface.
  • Os consumidores não devem parar de consumir frutas ou verduras. Estas informações se destinam a levar maior conhecimento do que ocorre na produção de hortigranjeira e dar-lhe uma visão mais crítica ao escolher o que vai a sua mesa.
  • Por fim, dê preferência a alimentos orgânicos (produzidos em sistemas que não utilizam agrotóxicos ou insumos artificiais em sua produção, como inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas ou adubos químicos). Saiba mais sobre alimentos orgânicos.

Fonte: Planeta Orgânico

Alimentos Orgânicos

1 jun

alimentos_organicosA busca por saúde, qualidade de vida e respeito ao meio ambiente tem feito muitos consumidores se renderem aos alimentos orgânicos. Frutas, verduras, hortaliças, carnes, cereais – a cada dia mais variedades de alimentos são  produzidos de forma sustentável. Entenda sobre essa opção de alimentação consciente que se preocupa com o que chega ao seu prato, desde a produção até a hora de ser consumido.

O que são alimentos orgânicos?

Os alimentos orgânicos são todos aqueles produzidos em sistemas que não utilizam agrotóxicos ou insumos artificiais em sua produção, como inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas ou adubos químicos. Por conceito, eles também não podem ser organismos geneticamente modificados (OGM), como os transgênicos.

Esses alimentos priorizam a preservação da saúde do homem, dos animais e do meio ambiente. Sua definição na lei nº 10.832, de 23 de dezembro de 2003, ainda afirma que o sistema orgânico de produção é aquele que busca aperfeiçoar o uso de recursos naturais e socioeconômicos, respeitar a integridade cultural das comunidades rurais e reduzir a dependência de energias não-renováveis.

Para um alimento processado ser considerado orgânico e receber o selo de qualidade, é preciso que ele contenha pelo menos 95% de ingredientes originados da agricultura orgânica.

Produção orgânica X Produção tradicional

Um alimento orgânico segue alguns critérios de produção diferentes do processo tradicional utilizado na agricultura de hoje em dia. Nesse método tudo é planejado e controlado de forma a causar o menor impacto nos recursos naturais, gerar alimentos de melhor qualidade e valorizar a comunidade produtora.

Principais características dos alimentos orgânicos:

• O solo é considerado um organismo vivo e deve ser modificado o mínimo possível;

• Uso de adubos orgânicos de baixa solubilidade;

• Controle de pragas e doenças com medidas preventivas e produtos naturais;

• Os efeitos das ações no meio ambiente são considerados, por isso são realizadas ações de preservação do solo e das fontes de água;

• Os animais se alimentam de produtos orgânicos e naturais;

• É realizado um rodízio de animais de exigências e hábitos alimentares diferenciados, como bovinos, eqüinos, ovinos, caprinos e aves;

• Uso de instalações adequadas que proporcionem conforto e saúde aos animais, com fácil acesso à água, alimentos e pastagens e que possua espaço suficiente para a movimentação do rebanho;

• A reprodução e o desmame são feitos de forma natural;

• As culturas seguem os ciclos das estações e às características de cada região;

• A colheita é realizada na época da maturação, sem o uso de recursos de indução artificiais.

Vantagens X Desvantagens

Saúde

Os consumidores que compram produtos orgânicos prezam por uma alimentação saudável, natural e equilibrada. Por isso pagam a mais para ingerir um alimento sem produtos químicos. Alguns estudos apontam que os alimentos orgânicos, especialmente legumes e folhosas, possuem um menor teor de nitratos, mais matéria seca e vitaminas. Por serem isentos de radiações ionizantes (utilizadas para esterilizar, pasteurizar, desinfetar e inibir a germinação dos alimentos), os produtos mantêm sua integridade vital e nutricional natural.

Meio ambiente

Os alimentos orgânicos agridem muito menos o meio ambiente. Por não utilizarem produtos tóxicos, o risco de contaminação do solo e dos lençóis freáticos é reduzido. Além disso, os alimentos orgânicos preservam a fertilidade do solo, a qualidade da água, a vida silvestre, assim como os demais recursos naturais. A saúde das plantas, o bem-estar animal e a biodiversidade nas propriedades rurais também são valorizados.

Qualidade

Estudos comparativos entre alimentos orgânicos e convencionais mostram a superioridade do alimento orgânico. Eles ainda são mais frescos e freqüentemente utilizados por profissionais da gastronomia, que preferem esses produtos por garantirem melhor qualidade de sabor e aroma.

Incentivo social

A produção orgânica valoriza e incentiva o trabalho da agricultura familiar. Isso contribui para melhorar a qualidade de vida dessas famílias e previne o êxodo rural. Ela também aumenta os postos de trabalho, permitindo uma melhor geração e distribuição de renda, e respeita as normas sociais baseadas nos acordos internacionais de trabalho. Propriedades que exploram os trabalhadores ou usam mão-de-obra infantil não recebem o certificado de Produto Orgânico.

Preço

Os alimentos orgânicos são mais caros do que os tradicionais. Para levar qualquer um deles para casa, o consumidor terá que pagar de 10% a 40% a mais. Isso acontece porque o modo de preparo desses alimentos é mais artesanal e não explora a mão-de-obra do trabalhador. Por não utilizarem pesticidas, ocorrem muitas perdas durante as colheitas, e o prejuízo tem que se repassado aos produtos que chegam às prateleiras.

Pimentão, morango e uva contêm mais agrotóxico, afirma Anvisa

16 abr

ANGELA PINHO

da Folha de S.Paulo, em Brasília

Análises da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 17 alimentos encontraram problemas com agrotóxicos em 15% das 1.773 amostras (veja quadro abaixo).

O produto com mais irregularidades foi o pimentão (64%), seguido por morango (36%), uva (33%) e cenoura (31%).

Foram examinados grãos, frutas e verduras vendidos em 2008 em supermercados de todos os Estados -exceto Alagoas. Todos eles tiveram amostras em que foram detectados resíduos de agrotóxicos não permitidos para aqueles produtos. Em nove, havia resquícios de substâncias autorizadas, mas acima do nível permitido.

A Anvisa encontrou ainda um agrotóxico proibido no Brasil desde 1985. É o ometoato, detectado na cultura de abacaxi. O fato será comunicado ao Ministério da Agricultura e à Polícia Federal.

A agência e o Ministério da Saúde orientaram as pessoas a se informarem sobre a origem dos alimentos que compram e os lavarem bem. “Já mandei tirar o pimentão lá de casa”, disse o ministro José Gomes Temporão (Saúde).

Segundo Agenor Álvares, diretor da Anvisa, entre os possíveis problemas à saúde humana causados pelos agrotóxicos está o câncer. A maior parte dos casos, porém, ocorre com os trabalhadores que lidam diretamente com as substâncias.

Em 2006, último ano com dados disponíveis, foram registrados sete casos de intoxicação por agrotóxico por consumo alimentar e 1.927 durante o trabalho, segundo a Fiocruz.

José Menten, diretor-executivo da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal) afirmou que a indústria aumentará a assistência técnica aos produtores. “Se temos baixos níveis no arroz [4,41% das amostras insatisfatórias], podemos ter também no pimentão.”

O programa da Anvisa é realizado desde 2001. Em 2007, o tomate foi o alimento com mais irregularidades encontradas -45% das amostras tinham problemas. Em 2008, o percentual caiu para 18%.

Importações

Outro problema ligado aos agrotóxicos que tem preocupado a Anvisa é o aumento da importação de substâncias proibidas em outros países. Um exemplo é o metamidofós, usado na cultura do tomate.

Dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior mostram que, em 2008, ano em que a China proibiu o produto, foram exportados para o Brasil 4,2 mil toneladas. Nos dois primeiros meses de 2009, já entraram no país 4,4 mil toneladas de metamidofós. A agência reavalia agora o registro de 13 substâncias para decidir se elas devem ser proibidas.

folha/equilibrio/noticias

 

Folha Online

Alimentos Orgânicos

9 abr

A Instrução Normativa de alimentos orgânicos no Brasil em vigor desde 1999, considera “sistema orgânico de produção agropecuária e industrial, todo aquele em que se adotam tecnologias que otimizem o uso de recursos naturais e socioeconômicos, respeitando a integridade cultural e tendo por objetivo a auto-sustentação no tempo e no espaço, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energias não renováveis e a eliminação do emprego de agrotóxicos e outros insumos artificiais tóxicos, organismos geneticamente modificados – OGM / transgênicos, ou radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, armazenamento e de consumo, e entre os mesmos, privilegiando a preservação da saúde ambiental e humana, assegurando a transparência em todos os estágios da produção e da transformação, visando:

 

a)       a oferta de produtos saudáveis e de elevado valor nutricional, isentos de qualquer tipo de contaminantes que ponham em risco a saúde do consumidor, do agricultor e do meio ambiente;

b)      a preservação e a ampliação da biodiversidade dos ecossistemas, natural ou transformado, em que se insere o sistema produtivo;

c)       a conservação das condições físicas, químicas e biológicas do solo, da água e do ar;

d)      o fomento da integração efetiva entre agricultor e consumidor final de produtos orgânicos, e o incentivo à regionalização da produção desses produtos orgânicos para mercados locais”.

 

As principais diferenças entre os sistemas de produção convencional e orgânico estão no quadro abaixo:

 

Origem da Produção e Aspectos

Convencional

Orgânica

Preparo do Solo

Removimento do solo, expõe a matéria orgânica.

Cuidado com removimento do solo; protege a matéria orgânica.

Adubação

Uso de fertilizantes químicos solúveis.

Uso de húmus de minhoca e adubos orgânicos a base de resíduos animais e vegetais: esterco, restos de folhas, minerais, vegetais, lixo orgânico, etc.

Controle de pragas e doenças vegetais

Não se preocupa com prevenção, mas com tratamento. Uso de inseticidas, fungicidas e outros químicos sintéticos.

Medidas preventivas para evitar que a planta adoeça. Controle biológico, Uso de preparados naturais minerais, vegetais e animais.

Controle do mato

Uso de herbicidas, controle mecânico ou manual para as ervas consideradas daninhas.

Controle animal, mecânico e preventivo. O mato é considerado um indicador qualitativo.

Forma de produção

Prioriza a monocultura e formas de produção não diversificada.

Utiliza a monocultura, mas prioriza a diversidade da produção e a inter-relação da produção vegetal com o animal.

Sazonalidade

Os vegetais convencionais podem ser produzidos o ano todo, em qualquer lugar, por correção e modificação do ambiente externo.

Os vegetais obedecem ao ritmo da produção de cada planta, de acordo com a época do ano e características locais.

Maturação

Alguns produtos são colhidos verdes e madurados artificialmente.

A maturação ocorre naturalmente, sem indução artificial.

Culturas

Tendência à monocultura e a um só tipo de forma de produção: animal ou vegetal.

Busca da rotação e consorciação de culturas. Diversificação da propriedade. Interação das formas de produção animal e vegetal.

Tratamento animal

Tratamento de doenças à base de carrapaticidas, inseticidas, antibióticos e hormônios de crescimento. Basicamente medicamentos alopáticos.

Tratamento de doenças à base de homeopatia e fototerapia. A forma de manejo visa a prevenção de doenças e fortalecimento do animal.

Manejo animal

Admite o confinamento animal. Impede o comportamento natural da espécie. Recebem ração sintética a base de grãos e eventualmente substâncias sintéticas, pastagem e alimentos variados de origem convencional, ou seja, com resíduos de agrotóxicos.

Admite o semi-confinamento e o confinamento respeitando o bem-estar animal. O animal se movimenta em espaço adequado e tem contato com a luz natural propiciando o comportamento natural da espécie. Alimentação variada: pastagem e grãos de origem orgânica.

Processamento do alimento

Admite processos de industrialização como irradiação, esterilização à alta temperatura, hidrogenação química, apertização, refinamento, uso de vitaminas, minerais e aditivos sintéticos (corantes, aromatizantes, conservantes).

Não admite a irradiação e o uso de vitaminas, minerais e aditivos sintéticos. A conservação pode ser feita com aditivos naturais, e, idealmente, através de métodos de pouco impacto sobre a qualidade do produto.

Qualidade do alimento

1. Toxicidade

Alimentos com resíduos variados de contaminantes (agrotóxicos, metais pesados, antibióticos, hormônios, aditivos sintéticos). Médio teor de nitrato nas plantas.

Alimentos sem resíduos de contaminates sintéticos. Baixo teor de nitrato nas plantas.

2. Características Organolépticas

Alimentos com sabor, odor e cor menos intensos ou modificados. Durabilidade mantida por conservantes sintéticos.

Alimentos com sabor, odor e cor intensos e autênticos. Maior durabilidade por apresentar maior vitalidade e menos teor de água.

3. Vitalidade

Alimentos com baixa vitalidade.

Alimentos com maior teor de energia vital.

4. Valor Nutricional

Alimentos provenientes de solo empobrecidos. Os alimentos têm menor valor nutricional decorrente do sistema de produção e dos métodos de processamento. Alimentos enriquecidos com vitaminas e minerais sintéticos.

Alimentos provenientes de solos ricos em matéria orgânica. Têm maior valor nutricional decorrentes do sistema de produção adotado e métodos de processamento de baixo impacto. Os métodos de conservação mais naturais protegem o valor nutricional do alimento. Se o alimento for integral, o valor nutricional é maior.

Repercussões ambientais

Rios, mares e nascentes de águas poluídos. Degradação da flora e da fauna.

Busca-se a preservação e/ ou recuperação das nascentes e rios. Solos saudáveis e vitalizados. Manutenção da biodiversidade (flora e fauna em equilíbrio).

 

Maiores informações: Ministério da Agricultura e do Abastecimento.

BRASIL. Instrução Normativa N. 007 de 17 de maio de 1999. Estabelece normas para produção de produtos orgânicos vegetais e animais. Diário Oficial da União, n. 94, Seção 1, p. 11, 19 maio 1999.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.